Para evoluir, a Seleção Brasileira necessita também de uma mudança emocional

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Paulinho foi um dos jogadores mais criticados nessa Copa do Mundo. E com razão. Pouco produziu e foi corretamente substituído por Fernandinho.

Entretanto, mesmo sem entrar em campo na partida contra o Chile, o volante foi fundamental para classificação brasileira. Pouco antes da disputa dos pênaltis, o camisa 8 reuniu o grupo, pediu a palavra e motivou seus companheiros citando principalmente a família de cada jogador. Uma atitude louvável que serviu para mexer profundamente com os ânimos de cada um naquele momento 

Fica uma crítica ao capitão Thiago Silva. É com toda certeza um dos melhores defensores dos últimos anos, talvez o melhor. Mas como líder, falhou. Ao final do jogo, sentou à beira do gramado e chorou. Pediu para não ter o nome incluso na lista de cobradores e ao invés de tentar motivar o restante da equipe, se isolou do grupo, deixando essa responsabilidade nas mãos, ou melhor, nas palavras de Paulinho.

Além das atuações questionáveis, a seleção brasileira demonstra fragilidade quando está sob pressão. Uma pressão maior que qualquer outra seleção brasileira já sofreu na história. Mas uma pressão que precisa ser trabalhada. É nitído que os sentimentos estão a flor da pele e que isso obviamente reflete no desempenho da equipe.

 É necessária uma mudança de postura. Mas não somente técnica e tática, mas principalmente emocional.

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